Sinistralidade preocupante nas estradas, traz mais fiscalização e “mão pesada”

Até 6 de abril de 2026 já tinham morrido 133 pessoas nas estradas, +35 que em 2025, o que configura dos piores cenários na UE…

O sistema de perda de pontos na carta e as suas consequências já foram sentidos por mais de 1 milhão de condutores e 4196 ficaram sem carta, mas o novo Ministro da Administração Interna inicia o mandato com medidas firmes no sentido de se obter uma bem mais efetiva  mudança comportamental/condução preventiva.

Resumimos em seguida as principais mudanças previstas.

O Governo aprovou em abril de 2026 alterações ao Código da Estrada. Ainda falta sair tudo em Diário da República, mas estas são as medidas já confirmadas:

1 – Fim dos avisos de radares e operações STOP

A PSP e GNR deixam de anunciar previamente nas redes sociais ou comunicação social os locais e horários das operações de controlo de velocidade. Passam a ser fiscalizações surpresa para aumentar o efeito dissuasor.

2 -Multas mais pesadas

As coimas por excesso de velocidade, manobras perigosas e condução sob influência de álcool/drogas vão aumentar para alinhar com a média europeia.

Também há agravamento previsto para infrações como usar telemóvel ao volante e não usar cinto.

3 – Mais radares e regresso da Brigada de Trânsito da GNR

A Brigada de Trânsito volta quase 20 anos depois de ter sido extinta, para reforçar a presença nas estradas.

4 – Maior prazo para a prescrição de contraordenações

5 – A partir de julho 2026: carros novos têm de ter deteção de distração por câmara, parte do GSR2 da UE.

E será que iremos assistir a uma correlação entre pontos nas carta de condução/coimas a agravamento no custo dos seguros automóvel? Ou alguns Seguradores poderão fazer o inverso, e seria bem apreciado: beneficiar os condutores exemplares!

Os veículos de condução autónoma – já uma realidade comum em várias cidades dos EUA, China e Emiratos Árabes (que focaremos num próximo artigo) – têm revelado descidas abruptas na sinistralidade automóvel e virão alterar drasticamente as regras de cálculo dos preços (atuariado) e até as coberturas do seguro obrigatório.

O mundo está em mudança vertiginosa.

 

Ficamos ao dispor!

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